Vice-presidente da República afirmou também que a tendência é de que haja queda da taxa de juros no segundo semestre

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), declarou nesta terça-feira (6), em entrevista à CNN, que o governo federal apoia o agronegócio e evita o desmatamento.

“O agro é importantíssimo. Por isso que o governo apoia. É crédito, é Plano Safra. Agora, como a gente também apoia o agro? Evitando desmatamento. Por que o que vai acontecer logo aqui, amanhã? [Os parceiros econômicos] vão dizer ‘olha, se for de área de desmatamento, destruição ambiental, deixar passar a boiada, nós não vamos comprar carne, soja, milho’. Então, o governo está sendo cuidadoso. De um lado, apoiado um setor estratégico, que o Brasil é o campeão em termos de competitividade”, explicou Alckmin.

“E não é o agro que faz destruição na Amazônia, é grileiro de terra, garimpeiro ilegal”, prosseguiu o vice-presidente.

Pela manhã, durante a abertura da feira de agronegócio Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que defender o meio ambiente não é ser contra o agronegócio e que, quando se fala de preservação do meio ambiente e questões climáticas, não se trata dos “produtores que trabalham corretamente”.

Queda de juros no segundo semestre

Na entrevista à CNN, Alckmin defendeu o incentivo fiscal de R$ 1,5 bilhão para ônibus, caminhões e carros de passeio que custam até R$ 120 mil.

Na avaliação do vice-presidente, é uma “boa notícia” dar estímulo para que o consumidor possa adquirir um bem de capital por menor custo. Ele avalia que a situação do setor deve melhorar no segundo semestre, já que, em sua avaliação, deve haver queda da taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está em 13,75% ao ano.

“Hoje, quem não pode pagar à vista, não compra carro: 70% é à vista. Isso vai passar. A tendência dos juros no segundo semestre é cair e, na hora que caírem os juros, normaliza o crédito e as compras crescem. Neste momento é importante fazer esse apoio”, acrescentou.

Pelas medidas anunciadas pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e pelo próprio Alckmin, os carros hoje vendidos por até R$ 120 mil poderão ter descontos que vão variar entre R$ 2.000 e R$ 8.000

Já os descontos tributários para caminhões e ônibus vão de R$ 33,6 mil a R$ 99,4 mil no preço final dos veículos.

O valor da isenção vai ser definido por três fatores: preço, eficiência energética e densidade industrial no país. Ou seja, o corte nos impostos será maior: quanto menor for o valor do veículo; quanto menor for a emissão de poluentes; e quanto maior for a produção de peças em fábricas brasileiras.

Os descontos fiscais vão valer por até 120 dias ou até esgotar o orçamento reservado de R$ 1,5 bilhão.

“Divergência política faz parte”

Sobre as divergências políticas com o Congresso Nacional, o vice-presidente diz que não se incomoda com a questão e que ajuda na medida que pode.

Alckmin disse estar otimista com a aprovação do marco fiscal. Afirmou também que a reforma tributária está “madura”, com o empenho dos presidentes Arthur Lira (PP-AL), da Câmara dos Deputados, e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), do Senado Federal.

“Na realidade, eu não me incomodo muito com essas questões de divergências políticas, isso faz parte”.

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