Sindicalistas divergem sobre medida que atrita governo e Congresso e virou objeto de ação no STF. As principais centrais sindicais do país preparam um ato em celebração ao Dia do Trabalhador, neste 1º de Maio, que terá presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de ministros do governo.

Embora haja convergência em pautas como emprego decente, correção da tabela do Imposto de Renda e redução da taxa de juros, há diferentes posições sobre o tema que mais tem provocado atrito entre os Poderes em Brasília: a desoneração de 17 setores econômicos e de pequenos municípios.

A ação movida pelo governo que obteve liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin está suspensa, após pedido de vista do ministro Luiz Fux. Mas tem provocado diferentes reações no Congresso: o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, recorreu da decisão e parlamentares têm criticado a postura do Executivo. Por sua vez, o Ministério da Fazenda alega que a política não deu os resultados esperados e, por isso, defende a extinção da medida, que tem impacto fiscal superior a R$ 15 bilhões por ano. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) é a principal entidade a defender a posição do governo, enquanto outras, como Força Sindical e União Geral dos Trabalhadores (UGT), são favoráveis à desoneração. Por isso, há quem ache legítimo mencionar a preocupação com a suspensão da medida nos discursos dos sindicalistas, mas há quer prefira tratar das outras pautas mais consensuais.

“Vou fazer menção. Não há unidade entre as centrais, mas é uma pauta relevante”, diz Ricardo Pattah, presidente da UGT. Igualdade entre trabalhadores e trabalhadoras
Além das pautas históricas, as centrais sindicais farão ampla defesa da lei de equiparação salarial entre homens e mulheres, sancionada por Lula.

A política é destacada por Miguel Torres, presidente da Força Sindical, que também deve propor uma ampliação da política de valorização dos aposentados. “Sabemos das limitações das contas públicas, mas vamos propor algo como valorização de quem ganha até 2 salários mínimos e retomar a discussão de isenção do Imposto de Renda dos trabalhadores que recebem participação nos lucros e resultados.”

Fonte: CNN Brasil.

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