Medidas preventivas incluem o aumento das patrulhas militares, restrição do acesso às instalações de base e aumento da coleta de informações de inteligência, inclusive por meio de drones e outras operações de vigilância, disseram as autoridades.
As Forças Armadas dos Estados Unidos estão tomando novas medidas para proteger suas tropas no Oriente Médio, à medida que aumentam as preocupações com os ataques de grupos apoiados pelo Irã, e estão deixando em aberto a possibilidade de retirada de famílias de militares, se necessário, informaram autoridades à Reuters.

As medidas incluem aumento das patrulhas militares dos Estados Unidos, restrição do acesso às instalações de base e aumento da coleta de informações de inteligência, inclusive por meio de drones e outras operações de vigilância, disseram as autoridades, falando sob condição de anonimato.

As Forças Armadas dos EUA também estão reforçando o monitoramento das torres de vigia nas instalações militares dos EUA, aumentando a segurança nos pontos de acesso às bases e ampliando as operações para combater a possível entrada de drones, foguetes e mísseis, segundo as autoridades.

O novo pacote de medidas de proteção das Forças Armadas norte-americanas não foi relatado anteriormente.

“Com o aumento do número de ataques e tentativas de ataques a locais militares dos EUA, a revisão contínua de nossas medidas de proteção da força é fundamental”, disse o general do Exército dos EUA Michael “Erik” Kurilla, chefe do Comando Central dos EUA, em um comunicado à Reuters.

As forças dos EUA no Iraque e na Síria têm sido repetidamente alvejadas desde o início do conflito entre Israel e Gaza, em 7 de outubro. Os ataques causaram ferimentos leves em quatro membros do serviço militar dos Estados Unidos até o momento e em cinco contratados militares dos EUA, todos os quais retornaram ao trabalho, afirmou uma das autoridades.

Na semana passada, na costa do Iêmen, um navio de guerra dos norte-americano abateu mais de uma dúzia de drones e quatro mísseis de cruzeiro disparados pelos Houthis apoiados pelo Irã.

O aumento das tensões colocou a equipe dos EUA em alerta constante. Durante um alarme falso na base aérea de Al-Asad, no Iraque, na quinta-feira (19), um civil contratado morreu de parada cardíaca.

Uma autoridade militar dos estadunidense, falando sob condição de anonimato, não disse especificamente o que poderia desencadear a retirada das famílias dos militares norte-americanos posicionados em locais do Oriente Médio como o Barein, sede da Quinta Frota da Marinha dos EUA.

“Analisamos continuamente e, se acharmos que a ameaça está subindo a um nível que ameace os dependentes de nossos membros do serviço na (região), erraremos por precaução”, disse a fonte à Reuters.

Autoridades do governo Biden, incluindo o secretário de Defesa Lloyd Austin, alertaram sobre o risco de uma grande escalada nos ataques às tropas norte-americanas no Oriente Médio e que o Irã poderia tentar ampliar a guerra entre Israel e Hamas.

“Vemos a perspectiva de uma escalada muito mais significativa contra as forças e o pessoal dos EUA no curto prazo e, sejamos claros, o caminho leva de volta ao Irã”, disse um autoridade de alto escalão da defesa a repórteres do Pentágono na segunda-feira (23).

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